sexta-feira, 25 de março de 2011

Blood - Uma História de Sangue: O Filme


Há mais de uma década Hollywood se rendeu aos quadrinhos, mais especificamente desde agosto de 2000 quando os X-MEN de Brian Synger estrearam nos cinemas. De lá pra cá os estúdios vêm correndo atrás de novos personagens com potencial crossmedia. Como os principais gibis já foram adaptados (Batman, Superman, X-Men, Homem-Aranha, Hulk, Homem de Ferro, etc), os produtores voltam agora seus olhos para franquias mais obscuras. Scott Pilgrim vs. The World é um exemplo. A série indie do canadense Brian Lee O´Malley pode não ter ido bem nas bilheterias mundiais (de fato o filme é uma bosta), mas prova que há muito mais do que os velhos super-heróis Marvel e DC no universo da arte seqüencial. E nessa onda de escarafunchar os catálogos das editoras em busca do próximo campeão de bilheterias, fiquei sabendo de uma excelente notícia, que uma das minhas obras favoritas está na fila das próximas adaptações. Trata-se de Blood: A Tale, que aqui no Brasil ganhou o redundante título de Blood - Uma História de Sangue. A mini-série em 4 partes foi originalmente publicada em 1987 pela Epic Marvel, o extinto selo para quadrinhos autorais da casa do Homem-Aranha, e em 1996 foi reeditada pelo selo Vertigo da DC Comics. Aqui no Brasil ela saiu quinzenalmente pela Ed. Abril entre dezembro de 1990 e janeiro de 1991. Escrita por J.M. DeMatteis (mais conhecido pelos leitores de quadrinhos por sua parceria com o também escritor Keith Giffen e o desenhista Kevin Maguire na celebrada fase humorística da Liga da Justiça) e ilustrada por Kent Williams em belíssimas aquarelas, a série apresenta uma trama de alto teor metafísico, com uma pegada de Carlos Castañeda e Alejandro Jodorowsky. DeMatteis conta a história de um menino sem nome nascido no ventre do rio que, um dia, é achado por uma jovem que o cria até o início de sua vida adulta.

Já um homem, ele é levado  para um monastério onde fica sob os cuidados de um monge. Lá, dedicado aos escritos sagrados e levando uma vida de privações, descobre que tudo o que acreditava divino vêm das palavras de seu mestre, apenas um homem como ele. Diante da revelação que desestrutura toda a sua consciência de mundo, o jovem assassina seu líder espiritual e parte em uma jornada que o levará a perscrutar os caminhos de sua própria alma. Nesse meio tempo é atacado por uma tribo de vampiros, conquista seu primeiro e traiçoeiro amigo e apaixona-se por uma linda mulher, membro da tribo que o transformou em um hematófago. Blood, o vampiro, precisa descobrir no que se tornou para, então, reencontrar a si e ao Deus que perdera na mentira dos homens. Preciso reler esta história para fazer uma resenha qualquer dia. Mas o que sei é que é uma belíssima e poética viagem. Vale a pena procurar em sebos ou mesmo na web. Esta, definitivamente, é uma obra que merece uma republicação em edição encadernada aqui no Brasil.

 
Voltando à adaptação cinematográfica, fiquei sabendo desta notícia a partir do blog do próprio J.M. DeMatteis. O diretor é o "famosíssimo" Marc Rosenbush que, segundo o IMDb, realizou apenas um obscuro filme em 2004 chamado Zen Noir. Blood está previsto para começar sua pré-produção no verão de 2011 (lá deles) e até tem um site no qual se pode ver um teaser trailer bastante primário, basicamente composto por imagens animadas da própria graphic novel. Ainda que o trailer seja bastante decepcionante, espero que saia alguma coisa que preste, pois a obra merece e tem potencial para isto. Enfim, é um projeto (ainda) independente e cabe esperar para ver aonde isso vai dar. O vídeo segue abaixo:



terça-feira, 22 de março de 2011

Promessas de Amor a Desconhecidos Enquanto Espero o Fim do Mundo (Resenha)


Atenção: este texto pode apresentar alguns spoilers para quem ainda não leu a obra.

Têm-se falado muito sobre a revigoração dos quadrinhos produzidos no Brasil. Matérias em grandes veículos jornalísticos, editoras diversas apostando neste tipo de material, novas convenções enriquecendo o calendário de eventos anuais, autores surgindo de todos os cantos do país e mostrando seu potencial artístico. Na última década aumentou significativamente o interesse pelo assunto por parte de setores que antes ignoravam solenemente este tipo de produção cultural. Porém, não sejamos ingênuos, este aparente interesse ainda não reflete um mercado sólido e autônomo como pode parecer se nos pautarmos pelo “entusiasmo” das manchetes que a grande mídia solta de tempos em tempos. Mas há de se admitir que o cenário atual seja muito mais promissor que o de 10... 15 anos atrás. Naquele tempo, a produção brasileira se resumia às tiras de humor nos jornais ou à exportação de mão-de-obra barata para a indústria estadunidense (Maurício de Souza é um caso à parte). Veja bem, não sou um “esquerdinha” de corredor de faculdade que se opõe à exploração de nossos talentos pelo “imperialismo norte-americano”. Cresci lendo e adorando seus super-heróis, e ver um compatriota desenhado tais personagens era um motivo de alegria, porém, o tempo foi passando e via pedreiros em demasia, mas nenhum arquiteto. Super-heróis são bacanas, charmosos, mas e nossas histórias? E os quadrinhos enquanto linguagem artística? Simplesmente não havia (quase) nada que fugisse desta lógica. É claro, o Mutarelli já estava na batalha com suas obras magníficas e intimistas, e os gêmeos saíam da condição de fanzineiros para começar a publicar profissionalmente em álbuns editados pela Via Lettera. Mas estes eram saudáveis exceções à regra vigente do mercado. Se olhássemos para os quadrinhos independentes então, o cenário era ainda mais desanimador. Velhos autores engessados por suas obsessões púberes, se masturbando sobre personagens fossilizados como Velta, Raio Negro, Garra Cinzenta e Capitão 7 (Hei, mas eles ainda estão por aí! Haja munheca pra tanta punheta.).
A internet nos libertou a todos (leitores e autores) da má vontade de editoras comprometidas apenas com resultados rápidos, afinal, é muito mais barato licenciar material estrangeiro do que investir em produção local. Neste sentido a web promoveu uma revolução no modo de se consumir e produzir quadrinhos, trazendo ao conhecimento do grande público o trabalho de artistas tão diferentes quanto distantes entre si. Não fosse por isso, como conheceríamos os trabalhos de Diego Gerlach da Paraíba (ainda que gaúcho) e Bruno Azevêdo de São Luís do Maranhão? Ou os coletivos das revistas SAMBA de Brasília, Beleléu do Rio de Janeiro e Prego do Espírito Santo? Isso para citar apenas alguns. Cabe aos autores fazerem bom uso das redes sociais e outros mecanismos da internet a fim de angariar leitores e visibilidade para seu trabalho, coisa impossível em outros tempos.
Pedro Franz (outro destes novos artistas e objeto de nosso interesse aqui) sabe disso, e, aos poucos, tem firmado seu nome, não como promessa (sem trocadilhos), mas como fato no cenário de quadrinhos independentes. Disponibilizando gratuitamente os capítulos de sua primeira obra, Promessas de Amor a Desconhecidos Enquanto Espero o Fim do Mundo, em seu blog, Pedro apresenta uma trama ambientada em 2018, futuro este no qual o Brasil, há mais de uma década, lida com os desmandos de um governo totalitarista que pode ou não ser uma ditadura oficializada, isto não fica claro. Neste cenário, um grupo terrorista denominado Jolly Roger é acusado de plantar uma bomba em um prédio público que na explosão mata 56 pessoas e deixa 100 feridos. O que se segue é uma caçada aos integrantes da célula terrorista, cujos membros fazem uso de uma identidade coletiva[*], fazendo com que as autoridades tateiem no escuro em sua busca. Porém, para complicar ainda mais as coisas, o grupo alega em uma transmissão pirata na TV não serem os responsáveis pelo ataque e conclamam à população que promovam um levante a fim de resistirem à repressão do Estado. Dito assim parece uma trama igual a tantas outras que lidam com cenários distópicos. E é... até certo ponto. O diferencial desta história é o tratamento bastante particular que Pedro confere, não somente ao tema, mas à execução da obra. Desde o início, o artista promoveu a interação com os leitores, seja requisitando a colaboração destes com o envio de fotos 3x4 para serem usadas em peças de ilustração da história, ou mesmo participando das discussões sobre quadrinhos, arte e crítica propostas no blog do projeto. 



Mais do que produzir uma história em quadrinhos de ficção futurista, Pedro demonstra preocupação em pensar o seu fazer artístico. E é este pensar que estava praticamente ausente do cenário pretérito supracitado. Dá gosto de ver (e ler) alguém tão comprometido com sua função. Sim, arte é uma função (Por mais difícil que seja a alguns pseudo-artistas intelectualmente deslumbrados entenderem), não somente inspiração etérea e retórica vazia. É preciso objetividade se quiser que o trabalho se desgarre do ego e alcance outras perspectivas extrínsecas ao universo do autor.  Um grande problema encontrado em quadrinhos independentes são os discursos sem pé-nem-cabeça permeados de pedantismo, que parecem mais comprometidos com egotrips do que em propiciar ao leitor uma obra de entretenimento e reflexão real. Não divertem nem fazem refletir e, portanto, não reverberam para além das paredes do quarto do “quadrinheiro”. Não é o caso de Promessas de Amor... A história, dividida em 12 capítulos (dos quais oito já foram produzidos e compilados em dois volumes impressos), apresenta uma trama bem escrita e ilustrada com muita propriedade. Há ecos de desenhistas como Lourenço Mutarelli, Paul Pope e Becky Cloonan no traço de Pedro (ainda que estes não sejam referências citadas pelo quadrinista), porém, apenas na maneira de lidar com a representação gráfica, pois é na narrativa que a obra encontra sua força e personalidade.

REVOLUÇÃO E BUNDA-MOLICE BRASILEIRA

Nos quatro primeiros capítulos que compõe o 1º volume, intitulado LIMBO, a narrativa se desdobra na suposta investida terrorista e nas conseqüências da mesma para os membros do Jolly Roger. Apesar deste grupo de resistência ser apontado como responsável pelo ataque, tudo leva a crer que foi o governo que preparou uma armadilha contra seus opositores, baseados em uma falsa informação que os próprios insurgentes implantaram acerca de uma bomba no referido prédio estatal. Não havia bomba de fato, apenas uma pretensa ação de mídia tática que os rebeldes pretendiam lançar para criar um clima de caos e fazer com que as autoridades corressem atrás do próprio rabo, mas o que eles descobrem é que as idéias podem ser mais explosivas que dinamite. Lembram-se da incursão no Iraque promovida pelo exército americano em busca de hipotéticas armas de destruição em massa? Pois então, neste futuro fictício (desculpem-me pela redundância, afinal, não serão todos os futuros, até que se prove o contrário, ficção?) o governo se vale de artimanhas muito próximas a esta que assistimos na realidade, fazendo uso de tais subterfúgios a fim de legitimar ações duras para assegurar o “bem-estar” dos cidadãos, inclusive utilizando o discurso de medo de seus adversários contra eles próprios. E é neste ponto que uma pergunta surge: vale tudo pela ordem? A paz é um produto da imposição, ou só pode se instituir como conseqüência de algo para além das leis e convenções sociais?


Certamente as respostas para tais questões não serão dadas em uma história em quadrinhos, e tampouco aqui, mas algumas reflexões se fazem imperativas diante da trama engendrada por Pedro Franz. Uma delas, justamente a questão que, para mim, fica em aberto, é a da situação oficial do sistema de governo vigente em Promessas... Ao não definir se há uma ditadura de fato ou apenas uma democracia falida, o artista nos fornece a oportunidade de refletirmos sobre o que diferencia, empiricamente, cada modelo de governo, bem como nosso papel cívico. O direito de votar e “decidir” quem nos representará na esfera pública, pode justificar nossa negligência crônica em relação aos rumos do país? Trocando em miúdos: parece ser mais fácil atribuir a terceiros o dever de zelar pela manutenção do Estado do que tomar para si o exercício diário da cidadania consciente. O grupo subversivo da trama representa esta tomada de consciência do povo, reagindo à clara percepção de que enquanto alguém se omite, o outro admite, e que tais admissões não se pautarão pelas reais necessidades da sociedade. Quando a democracia revela a artificialidade de suas pretensões - já que enquanto práxis nunca visou atender aos interesses comuns, mas à manutenção de uma hierarquia pautada nesta ambígua e delicada transmissão de responsabilidades: da sociedade civil aos seus “representantes” - a auto-alienação surge como válvula de escape da consciência. E tome carnaval, campeonato brasileiro, festa junina e olimpíadas, tudo isto com a máxima aprovação popular. Desta perspectiva, o estado despótico e o democrático (ao menos como praticado, reitero) guardam grandes semelhanças entre si, pois o que os define é apenas a clareza com que se expõe as engrenagens do sistema. Se na ditadura isto fica óbvio, na democracia tais intenções estão mascaradas sob o véu do populismo tão caro a nós latino-americanos. É em uma passagem do capítulo 3, em que dois homens discutem em uma mesa de bar, que tal discussão se mostra mais enfática. Transferidos de seus lugares de origem por conta da especulação imobiliária, percebemos, quadro a quadro, que o cenário é um conjunto habitacional, porém, como uma espécie de distrito fechado, murado como um presídio. Algo que não está tão distante da nossa realidade. Nesta passagem, um dos personagens rebate as acusações de seu colega de bar, resignando-se com sua situação, pois tinham emprego e moradia, mesmo que à custa de sua liberdade individual. 
Todo assistencialismo é aprisionador, pois mantêm a sociedade refém das migalhas lançadas pelo governo, aleijados que estamos em nossa capacidade de produzir. É contra isto que o Jolly Roger luta, o conformismo daqueles que aceitam as coisas como elas são. De certo modo, apesar de lidar com os elementos distópicos presentes em obras correlatas como 1984 de George Orwell e V de Vingança de Alan Moore (governos totalitários, perda de liberdades individuais, crise de identidade do indivíduo em sociedade), me parece que Pedro Franz propõe, ao contrário, uma utopia que denuncia nossa (dos brasileiros) bunda-molice congênita. Nascemos da fuga e continuamos correndo até hoje, afinal, artimanhas políticas à parte, a Corte Portuguesa veio refugiar-se dos exércitos napoleônicos nesta terra tão hospitaleira quanto covarde, e parece que este “jeitinho” definiu nosso caráter e disposição para a batalha. Evitamos confrontos, vitimados pelo medo imputado pela mídia. Medo de bala perdida, medo de impostos, medo de dengue, medo do tráfico, medo, medo, medo... E é na fala de um dos personagens onde Pedro define tudo isto: “O medo fode tudo. Cês votaram nele porque tinham medo de que viesse um pior”. E pelo medo de mudar, nos assumimos como mantenedores de pequenos feudos, micro-ditaduras de famílias que se perpetuam no poder por décadas em cada rincão do Brasil.

LABIRINTOS NARRATIVOS E PROMESSAS PARA OS PRÓXIMOS CAPÍTULOS

No segundo volume, UNDERGROUND, que compila os capítulos 5 a 8, é dado prosseguimento à trama. Conclamados pela transmissão pirata do Jolly Roger, a população vai às ruas e o que se vê é um banho de sangue televisionado. Há grandes diferenças desta segunda parte em relação à primeira. Como prenúncio às ambições de Pedro em suas proposições artísticas, o 5º capítulo se inicia com uma citação de Rayuela (para nós O Jogo da Amarelinha) do escritor argentino Julio Cortázar. A clássica obra se caracteriza por sua pluralidade narrativa e é considerada (assim como Ulisses de James Joyce) um anti-romance, por romper com vários cânones do gênero. Pode-se lê-la de maneira linear, ou iniciá-la do capítulo 73 e, a partir daí, seguir uma ordem pré-determinada por Cortázar. De certa forma (nos voltando para a cultura pop), esta experiência estética é muito familiar aos leitores dos RPgistas Ian Livingstone e Steve Jackson, que se popularizaram por criar os romances Fighting Fantasy nos quais os leitores tinham o papel de decidir entre vários caminhos possíveis de leitura, modificando com isso o destino de seus personagens. 
Nesta seqüência Pedro apresenta, não quadrinhos, mas pranchas de desenho soltas entremeadas por textos em prosa e trechos de um artigo do antropólogo norte-americano Clifford Geertz, na qual o mesmo analisa a prática de rinha de galo como metáfora para as relações belicosas instauradas na sociedade. Segundo Pedro, apesar de propor uma seqüência específica, as pranchas podem ser lidas em qualquer ordem, o que torna compreensível a referência inicial. Entretanto, diferente de Cortázar e dos romances de RPG, em Promessas vol.2, aceitar tal proposição não constitui uma mudança drástica nos rumos da narrativa, o que, com sinceridade, me parece mais um capricho do autor do que um recurso conceitual imprescindível para o desenvolvimento da história.
 Veja bem, isto não retira em nada o brilho da obra, apenas acredito que tal mecanismo de leitura não reestrutura a trama de maneira tão enfática a ponto de justificar (ao menos para mim enquanto leitor) o acolhimento desta experiência. Apesar desta ressalva, um dos grandes méritos da segunda parte é a ousadia de Pedro em não se resignar a uma zona de conforto, rompendo com alguns dos elementos que tornaram o primeiro volume tão aclamado. Porém, aquilo que é seu maior mérito, também pode ser seu calcanhar de Aquiles, pois neste mar de mediocridade em que navegamos, aquilo que sai do padrão pode desestimular leitores preguiçosos a continuar acompanhando a trama. Enfim, são conseqüências previstas, pois se um artista deve produzir obras para o público (assumindo que uma característica indissociável da arte seja seu caráter público, posto que dialético) esta finalidade não deve se dar a partir do sacrifício da visão crítica e conceitual do seu próprio trabalho.
Com tanta inquietação artística, Pedro se coloca diante de um desafio para compor a seqüência final de Promessas de Amor: caberá a ele decidir se retoma a narrativa seqüencial da primeira parte ou se radicaliza ainda mais suas experimentações estéticas. Optando pelo primeiro caminho haverá o risco de soar como um retrocesso no processo de entrega poética que empreendeu até agora, ou se assumindo por um tensionamento ainda maior dos limites da linguagem dos quadrinhos, poderá perder-se em um labirinto narrativo demasiado hermético. Mas fazer arte é viver de riscos, e de risco em risco Pedro Franz vem construindo uma bela fábula sobre o medo e nossa capacidade em superá-lo em nome da liberdade.


[*] Pedro Franz explora com o Jolly Roger o conceito de nomes coletivos, assim como King Mob, alcunha utilizada pelos estudantes na França nos protestos de Maio de 1968. Para quem tiver interesse por tais assuntos, procurem pelos textos do artista Stewart Home (também um nome coletivo) publicados no Brasil pela Conrad Editora.

SERVIÇO:
Os oito capítulos já lançados podem ser baixados pelo site do projeto: http://sobreofim.wordpress.com/
Quem quiser adquirir os dois volumes já impressos é só mandar um e-mail para o próprio Pedro Franz. Contatos também no blog.